Há anos a piodermite vem incomodando os médicos veterinários. Ela é um dos principais problemas que encontramos na clínica, e muitas vezes os tutores já buscaram diversos tipos de tratamento, porém sem obter sucesso. Ela é causada por bactérias da pele, principalmente Staphylococcus pseudintermedius, uma bactéria comensal que se aproveita de outras doenças para se manifestar, como a dermatite atópica e dermatites fúngicas. Essas doenças pré-existentes acabam desregulando o microbioma da pele, favorecendo a proliferação da S. pseudintermedius, além de diminuir a resposta imunológica do animal. Uma vez instaurada a doença, ela causa coceira e dor que podem alcançar níveis extremos, diminuindo a qualidade de vida do nosso paciente. Além disso, podem gerar o aparecimento de crostas, descamações e de lesões purulentas.
Não podemos nos esquecer que a piodermite não vem sozinha na maior parte das vezes, exigindo um longo tratamento; frequentemente ele é realizado com um grande combo de medicações, contendo antifúngicos, antibióticos, corticoides e antissépticos. Muitos médicos veterinários possuem um padrão de receituário englobando cefalexina, prednisolona, miconazol, e banhos com shampoos de clorexidina 2%.
Entretanto, esse tratamento pode gerar novos riscos para o paciente. O uso exacerbado de antibióticos pode levar a resistência antimicrobiana, dificultando o tratamento de diversas doenças importantes. Essa resistência pode gerar problemas de saúde global, trazendo prejuízos para o ambiente, seres humanos e para outros animais. Pesquisas mostram que até 2050 a resistência antimicrobiana vai matar mais do que doenças como o câncer. O uso intenso de antibióticos pode também desregular ainda mais o microbioma do paciente, comprometendo sua resposta contra bactérias patogênicas. Já o uso de corticoides por longos períodos pode predispor ao aparecimento de novos problemas de saúde, por fragilizar o sistema imunológico, aumentar a predisposição para diabetes, causar fraqueza e flacidez muscular, desregular o metabolismo de gorduras, levando ao seu acúmulo principalmente na região abdominal, e levar a uma atrofia das glândulas adrenais, prejudicando toda a homeostase animal. Tratando-se da clorexidina, muitas vezes usada como um coringa na clínica dermatológica, por possuir diversas indicações, podemos observar também uma ampla gama de problemas, como intoxicações neurológicas geradas pela ingestão por lambedura no local de aplicação, e lesões em olhos e ouvidos por erros na aplicação dos tutores. Além disso, a clorexidina também causa ressecamento da pele e do pelo, e é indicado que seu uso seja concomitante ao tratamento com cremes hidratantes.
Buscando alternativas para o controle da piodermite, nos deparamos com produtos derivados de óleos essenciais, que vem demonstrando grande efetividade em estudos, porém ainda negligenciados pela maioria dos médicos veterinários. Estudos mostram que os produtos a base de óleos essenciais apresentam uma resposta muito mais rápida do animal, além de serem de fácil aplicaçãoe não possuírem características sensoriais indesejáveis, como por exemplo o odor comumente relacionado a pomadas e outros tratamentos tópicos convencionais. Abaixo é possível verificar uma melhora pronunciada nos efeitos da piodermite depois de apenas 7 dias do início do tratamento.
Figura 1 – Paciente Floquinho após 7 dias com tratamento de produtos naturais Wesen Green.
Cabe ao médico veterinário sempre zelar pelo bem-estar e rápida recuperação do seu paciente, estando sempre atualizado e proporcionando o melhor tratamento possível. Tenha um diferencial em suas opções de tratamento, novos produtos e alternativas estão à sua disposição. Contamos com uma equipe 100% dedicada para sanar quaisquer dúvidas e fazer com que seu sucesso na clínica veterinária seja cada vez maior.
Alberto Evangelista Gonçalves, M.V., M.Sc. Ciência Animal