Principais Insights para Redução da Probabilidade de DAC

A prevenção da DAC deve focar em fatores de estilo de vida que promovem a tolerância imunológica, emulando o “efeito antiga fazenda”:

1. Exposição à Biodiversidade: Ambientes rurais e estilos de vida associados (convivência com famílias maiores e diversos animais) conferem efeitos protetores contra condições alérgicas em cães e humanos. Deve-se estimular a exposição a ambientes ricos em diversidade microbiana, pois o estilo de vida urbano é associado a maior probabilidade de sintomas alérgicos.

2. Bem-Estar Comportamental: Ambientes urbanos e níveis inadequados de socialização e atividade estão ligados ao aumento do medo social e ansiedade nos cães. O estado emocional dos tutores e o ambiente de vida influenciam o comportamento dos cães, podendo contribuir para condições ligadas ao estresse, como a DAC.

3. Nutrição: O aumento de alergias caminha em paralelo ao crescimento da indústria de alimentos ultraprocessados para pets. Embora com limitações, sugere-se que a alimentação com alimentos crus (dietas à base de carne crua) pode ajudar a prevenir a DAC. Nutrientes essenciais como ferro, vitamina A e ácido fólico são importantes, pois a deficiência funcional de ferro é observada em casos de DAC.

 


✅ Ações e Cuidados Essenciais no Manejo da DAC:

O manejo clínico da DAC deve reconhecer que a barreira epidérmica defeituosa é extremamente vulnerável a agressões externas.

* Uso Correto de Cosméticos e Limpeza: Evite o uso generalizado e excessivo de agentes biocidas, detergentes e produtos antimicrobianos (como quaternário de amônio) na casa e no pet. Esses agentes danificam a barreira cutânea, retirando lipídios e aumentando a perda de água transepidérmica, o que exacerba a DAC e promove a disbiose. É fundamental incentivar o uso de produtos de higiene desenvolvidos para manter a integridade da barreira. É crucial notar que a regulamentação para cosméticos e aditivos para pets pode ser menos rigorosa do que para humanos.

* Monitoramento Ambiental: Poluentes atmosféricos (como carbono negro e emissões de tráfego) são fatores de risco independentes para a DA e danificam a pele. Alertar os tutores sobre fatores climáticos (alta umidade, temperaturas extremas) e alérgenos sazonais (o CO2 elevado aumenta a alergenicidade do pólen) é parte do manejo holístico.

* Inovações Terapêuticas: A medicina veterinária é pioneira no uso de terapias biológicas. O lokivetmab (anticorpo monoclonal caninizado anti-IL-31, mediador-chave do prurido) é rotineiramente utilizado. Estratégias de vacinação terapêutica contra citocinas (como IL-31 ou IL-5) são alternativas promissoras e custo-eficazes, pois a dosagem é independente do peso corporal.

A abordagem One Health para a DAC enfatiza a necessidade de intervenções integradas que visem tanto a saúde do paciente quanto a qualidade de seu exposoma.

Texto baseado no artigo: Examining Atopic Dermatitis Through the One Health Concept Lens

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