Estudo de Artigo: Prevalência e Distribuição de Lesões de Dermatite atópica em Cães de Raças Pequenas a Médias na Coreia

O estudo teve como foco a prevalência e a distribuição das lesões da dermatite atópica canina (DAC) em cães de raças pequenas e médias (<25 kg) na Coreia, um grupo demográfico frequentemente preferido em países asiáticos, contrastando com pesquisas anteriores que se concentraram em raças de grande porte em países ocidentais. Nove raças foram selecionadas entre 331 cães com DAC, representando 77% do total do grupo com a doença.

Principais achados para médicos veterinários incluem:

– Shih-tzu, Cocker spaniel e Bulldog francês apresentaram uma prevalência significativamente maior de DAC em comparação com a população canina registrada na Coreia. O Cocker spaniel, em particular, apresentou uma razão de chances (odds ratio) bastante elevada.
– Foi observada uma distribuição de lesões específica por raça:
– Nos Shih-tzus, as lesões estavam mais frequentemente localizadas nas regiões ventrais do corpo (51% dos casos), incluindo pescoço ventral, dobras articulares, abdômen e axilas.
– Buldogues franceses apresentaram uma prevalência significativamente maior de lesões em regiões específicas, como dobras labiais (64%), dobras da cauda (27%) e patas (73%). Lesões na face e nas extremidades distais foram especialmente comuns.
– Dachshunds foram significativamente mais afetados na região dorsal do tórax (71% dos casos).
– Maltês, poodle, spitz alemão, bichon frisé e Yorkshire terrier não apresentaram prevalência significativamente diferente de DAC em comparação com a população registrada. Além disso, Maltês, spitz alemão, bichon frisé, Cocker spaniel e Yorkshire terrier não mostraram padrões característicos relevantes na distribuição das áreas afetadas em comparação com outras raças incluídas no estudo.

 

 

Figura 1. Ilustração de cães atópicos com regiões do corpo mais afetadas por raça. Fonte: Ryu et al., 2025.

 

Esses resultados oferecem insights sobre predisposições raciais e locais típicos de lesões em casos de DAC em cães de pequeno e médio porte, sendo particularmente relevantes para clínicas em regiões com perfis de raças semelhantes.

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Fernando Bittencourt Luciano

Farmacêutico e doutor em Ciências dos Alimentos, com uma trajetória que une ciência, inovação e empreendedorismo. Atualmente, é professor no Programa de Pós Graduação em Ciência Animal PUCPR e sócio na Wesen Green. Sua pesquisa é voltada para o uso de compostos naturais com ação antimicrobiana e anti-inflamatória, buscando desenvolver soluções inovadoras e seguras para promover a saúde e o bem-estar de cães e gatos.

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